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Rizartrose: causas, sintomas, tratamentos e como prevenir

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Ilustração anatômica da rizartrose mostrando desgaste na articulação trapézio-metacárpica, na base do polegar.

A rizartrose é uma das causas mais comuns de dor na base do polegar. O problema acontece quando
ocorre desgaste da articulação entre o osso trapézio e o primeiro metacarpo, região essencial para
movimentos de pinça, força e oposição do polegar. Embora seja mais frequente com o passar da idade, a
rizartrose também pode aparecer em pessoas que usam muito as mãos em atividades repetitivas ou de
força.

Neste artigo, você vai entender o que é rizartrose, quais são os principais sintomas, como o diagnóstico é
feito, quais tratamentos existem e o que pode ser feito para prevenir a piora da dor.

O que é rizartrose?

A rizartrose é a artrose que acomete a articulação da base do polegar, chamada de articulação trapézio-
metacárpica. Essa articulação fica entre o osso trapézio e o primeiro metacarpo, permitindo movimentos
importantes do polegar, como pinça, preensão, abertura da mão e oposição.

Briefing para publicação no site | Rizartrose | Dr. Giovanni Pedrotti

Com o passar do tempo, pode ocorrer desgaste da cartilagem dessa articulação. Quando a cartilagem
perde sua função de proteção, os ossos passam a sofrer mais atrito, gerando dor, inflamação, rigidez e
perda de força.

A rizartrose é uma das causas mais frequentes de dor na base do polegar, principalmente em pessoas que
usam muito as mãos em atividades de força, movimentos repetitivos ou tarefas que exigem pinça.

Por que a base do polegar é tão importante?

O polegar é responsável por grande parte da função da mão. Ele permite movimentos como segurar
objetos, escrever, abrir potes, girar chaves, usar o celular, abotoar roupas e fazer força de pinça.

A articulação trapézio-metacárpica tem grande mobilidade, mas também recebe muita carga durante
atividades do dia a dia. Por isso, quando ocorre desgaste nessa região, até tarefas simples podem se tornar
dolorosas.

Na prática, muitos pacientes relatam dor ao abrir uma tampa, torcer um pano, segurar uma xícara, pegar
uma panela, usar tesoura ou fazer força para carregar sacolas.

Quais são os sintomas da rizartrose?

O sintoma mais comum da rizartrose é a dor na base do polegar, geralmente localizada na região próxima
ao punho, do lado do polegar.

• Dor na base do polegar;
• Dor ao fazer pinça;
• Dor ao abrir potes, girar chaves ou segurar objetos;
• Perda de força para pegar ou apertar;
• Sensação de fraqueza na mão;
• Inchaço local;
• Rigidez do polegar;
• Estalos ou sensação de atrito;
• Dificuldade para movimentos finos;
• Deformidade progressiva nos casos mais avançados.

A dor pode começar apenas durante esforços, mas com a evolução do quadro pode aparecer em atividades
leves ou até em repouso.

O que causa rizartrose?

A Síndrome do Túnel Cubital pode ter várias causas. Muitas vezes, ela está relacionada à combinação de A rizartrose ocorre por desgaste progressivo da articulação da base do polegar. Nem sempre existe uma
única causa. Em geral, o quadro resulta da combinação de fatores anatômicos, mecânicos, genéticos e do
uso repetitivo da mão ao longo da vida.

• Envelhecimento natural da articulação;
• Predisposição genética;
• Maior frouxidão ligamentar;
• Sobrecarga repetitiva da base do polegar;
• Uso frequente de força de pinça;
• Trabalhos manuais;
• Atividades domésticas repetitivas;
• Histórico de trauma ou fratura na região;
• Alterações hormonais;
• Sexo feminino, especialmente após a meia-idade.

Apesar de ser mais comum com o avanço da idade, a rizartrose também pode aparecer em pessoas mais
jovens, principalmente quando há predisposição ou sobrecarga importante da articulação.

Rizartrose é a mesma coisa que tendinite?

Não. A rizartrose é uma artrose, ou seja, um desgaste da articulação. Já a tendinite ou tenossinovite
envolve inflamação de tendões.

Essa diferença é importante porque algumas doenças podem causar dor em regiões parecidas. Por
exemplo, a Síndrome de De Quervain também causa dor próxima à base do polegar, mas o problema está
nos tendões que passam pelo punho. Na rizartrose, a origem da dor está principalmente na articulação
trapézio-metacárpica.

Por isso, a avaliação com um especialista em mão ajuda a diferenciar as causas da dor e indicar o
tratamento correto.

Como é feito o diagnóstico da rizartrose?

O diagnóstico da rizartrose começa com uma boa conversa sobre os sintomas, atividades que pioram a dor,
tempo de evolução e impacto na rotina.

• Local exato da dor;
• Força de pinça;
• Mobilidade do polegar;
• Presença de deformidade;
• Sensibilidade na articulação trapézio-metacárpica;
• Dor ao comprimir e movimentar a base do polegar;
• Função global da mão.

A radiografia costuma ser o exame mais utilizado para confirmar o diagnóstico e avaliar o grau de desgaste
articular. Em alguns casos, outros exames podem ser solicitados quando há dúvida diagnóstica ou suspeita
de problemas associados.

Graus de rizartrose

A rizartrose pode variar de quadros leves até casos avançados com deformidade e perda importante da
função.

Em fases iniciais, pode haver dor sem grande deformidade. Com a progressão, podem surgir redução do
espaço articular, formação de osteófitos, desalinhamento da base do polegar e limitação funcional.

Nem sempre a intensidade da dor acompanha exatamente o grau de desgaste na radiografia. Existem
pacientes com alterações importantes e pouca dor, enquanto outros apresentam dor intensa com
alterações ainda moderadas. Por isso, o tratamento deve considerar o paciente como um todo, e não
apenas o exame de imagem.

Tratamento da rizartrose

O tratamento da rizartrose depende da intensidade da dor, grau de desgaste, limitação funcional, idade,
rotina, profissão e expectativas do paciente.

Na maioria dos casos, o tratamento começa de forma conservadora, sem cirurgia.

1. Ajuste de atividades

A adaptação das atividades é uma das primeiras medidas. O objetivo é reduzir a sobrecarga na base do
polegar, principalmente nos movimentos de pinça forte e repetitiva.

• Evitar abrir potes com força excessiva;
• Usar utensílios com cabos mais grossos;
• Alternar as mãos nas tarefas;
• Evitar carregar peso apenas com o polegar;
• Reduzir movimentos repetitivos dolorosos;
• Usar acessórios facilitadores para atividades domésticas.

Essas mudanças não curam o desgaste, mas podem reduzir a dor e melhorar a função no dia a dia.

2. Uso de órtese ou tala

A órtese para rizartrose ajuda a estabilizar a articulação da base do polegar e diminuir a dor durante
atividades.

Ela pode ser usada em momentos de crise, durante tarefas específicas ou por períodos orientados pelo
médico. Existem modelos mais rígidos e modelos mais funcionais, dependendo da necessidade de cada
paciente.

O objetivo não é “engessar” a mão, mas proteger a articulação e permitir melhor uso do polegar com menos
dor.

3. Medicações

Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser indicados em alguns casos para controle da dor, sempre
levando em conta o histórico clínico do paciente.

O uso de medicação deve ser individualizado, principalmente em pessoas com gastrite, doença renal,
pressão alta, uso de anticoagulantes ou outras condições clínicas.

4. Fisioterapia e terapia da mão

AA terapia da mão pode ajudar no controle da dor, fortalecimento, melhora da mobilidade e proteção
articular.

• Exercícios específicos;
• Orientações de proteção articular;
• Fortalecimento progressivo;
• Treino funcional;
• Adaptação de atividades;
• Confecção ou ajuste de órteses.

O fortalecimento deve ser bem orientado, porque exercícios inadequados ou com carga excessiva podem
piorar os sintomas.

5. Infiltração

Em alguns casos, a infiltração na articulação trapézio-metacárpica pode ser indicada para aliviar a dor e
controlar a inflamação.

A resposta varia de paciente para paciente. Em geral, a infiltração pode ser considerada quando há dor
persistente apesar de medidas conservadoras, ou quando se busca melhora funcional sem cirurgia naquele
momento.

A indicação deve ser feita após avaliação clínica, exame físico e análise dos exames de imagem.

Quando a cirurgia é indicada?

A cirurgia para rizartrose pode ser indicada quando a dor persiste apesar do tratamento conservador
adequado e quando há limitação importante para atividades do dia a dia.

Existem diferentes técnicas cirúrgicas, e a escolha depende do grau da artrose, idade, demanda funcional,
estabilidade da articulação, presença de deformidade e experiência do cirurgião.

• Trapeziectomia;
• Reconstrução ligamentar;
• Interposição tendínea;
• Artrodese em casos selecionados;
• Prótese da articulação em situações específicas.

O objetivo da cirurgia é aliviar a dor, melhorar a função e permitir o uso mais confortável da mão. A
recuperação costuma exigir um período de proteção, reabilitação e retorno gradual às atividades.

Rizartrose tem cura?

A rizartrose é uma condição degenerativa, portanto o desgaste articular não costuma “desaparecer”. No
entanto, isso não significa que o paciente precise conviver com dor intensa ou limitação importante.

Com o tratamento correto, é possível controlar os sintomas, melhorar a função e manter boa qualidade de
vida. Em muitos casos, medidas conservadoras são suficientes. Em casos mais avançados ou persistentes,
a cirurgia pode oferecer melhora significativa da dor e da função.

Como prevenir a rizartrose?

Nem sempre é possível prevenir totalmente a rizartrose, especialmente quando existe predisposição
genética ou anatômica. Mesmo assim, algumas medidas ajudam a reduzir a sobrecarga na base do
polegar.

• Evitar força excessiva de pinça;
• Usar utensílios adaptados;
• Fazer pausas em atividades repetitivas;
• Alternar tarefas manuais;
• Evitar torções repetidas com o polegar;
• Fortalecer a mão de forma orientada;
• Tratar precocemente dor persistente;
• Usar órtese quando indicada;
• Adaptar ferramentas de trabalho;
• Procurar avaliação antes que a dor se torne incapacitante.

A prevenção deve ter foco em proteção articular, ergonomia e controle de carga.

Quando procurar um especialista em mão?

• Dor persistente na base do polegar;
• Perda de força para abrir potes ou girar chaves;
• Dor para escrever, usar celular ou segurar objetos;
• Inchaço na base do polegar;
• Deformidade progressiva;
• Dificuldade para tarefas simples;
• Dor que não melhora com repouso;
• Sintomas que atrapalham o trabalho ou atividades diárias.

Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de controlar a dor com medidas menos
invasivas.

Rizartrose em Porto Alegre e Estrela

A dor na base do polegar pode ter várias causas, e a rizartrose é uma das mais frequentes. A avaliação
com um ortopedista especialista em cirurgia da mão permite identificar corretamente o problema e indicar o
melhor tratamento para cada caso.

O tratamento pode envolver medidas simples, como órtese e adaptação de atividades, ou opções mais
específicas, como infiltração e cirurgia, quando necessário.

Dr. Giovanni Pedrotti
Ortopedia e Cirurgia da Mão
Atendimento em Porto Alegre e Estrela

Conclusão

A rizartrose é a artrose da base do polegar, localizada na articulação trapézio-metacárpica. Ela pode causar
dor, perda de força, dificuldade para pinça e limitação nas atividades do dia a dia.

Apesar de ser uma condição comum, especialmente com o avanço da idade, existem boas opções de
tratamento. O mais importante é confirmar o diagnóstico, entender o grau da doença e escolher uma
estratégia adequada para cada paciente.

Se você sente dor na base do polegar ao abrir potes, girar chaves, escrever, usar o celular ou segurar
objetos, procure avaliação com um especialista em mão.

FAQ – Perguntas frequentes sobre Rizartrose

Rizartrose é grave?

A rizartrose não costuma ser uma doença perigosa, mas pode causar dor importante e prejudicar bastante
a função da mão. Em casos avançados, pode gerar deformidade e perda de força.

Rizartrose é artrose?

Sim. Rizartrose é a artrose da articulação da base do polegar, chamada articulação trapézio-metacárpica.

Qual o principal sintoma da rizartrose?

O principal sintoma é dor na base do polegar, especialmente ao fazer força de pinça, abrir potes, girar
chaves ou segurar objetos.

Rizartrose tem tratamento sem cirurgia?

Sim. Muitos casos melhoram com adaptação de atividades, órtese, medicações, fisioterapia ou terapia da
mão e, em alguns casos, infiltração.

Quando a cirurgia é necessária?

A cirurgia é considerada quando a dor persiste apesar do tratamento conservador e quando há limitação
importante nas atividades do dia a dia.

Qual médico trata rizartrose?

O especialista mais indicado é o ortopedista com atuação em cirurgia da mão, principalmente em casos
persistentes, avançados ou com dúvida diagnóstica.

Qual exame confirma o diagnóstico?

A eletroneuromiografia pode ajudar a confirmar a compressão do nervo ulnar e avaliar a gravidade. O diagnóstico também depende do exame clínico.

O formigamento pode virar perda de força?

Sim. Quando a compressão é persistente ou grave, pode haver fraqueza, perda de coordenação e atrofia muscular.

Rizartrose pode ser confundida com De Quervain?

Sim. As duas condições podem causar dor próxima à base do polegar. A diferença é que a rizartrose
acomete a articulação da base do polegar, enquanto a Síndrome de De Quervain envolve tendões no lado
radial do punho.

Exercícios ajudam na rizartrose?

Podem ajudar, desde que sejam bem indicados. Exercícios inadequados ou com carga excessiva podem
piorar a dor. O ideal é fazer orientação individualizada.

A tala resolve a rizartrose?

A tala não reverte o desgaste, mas pode reduzir a dor e melhorar a função ao estabilizar a base do polegar
durante atividades.

Infiltração cura rizartrose?

A infiltração não cura o desgaste articular, mas pode aliviar a dor e a inflamação em alguns pacientes. A
duração do efeito varia conforme o caso.

Dr. Giovanni Pedrotti

Médico Especialista em Cirurgia da Mão

Dr. Giovanni Pedrotti é ortopedista, traumatologista e cirurgião especialista em mãos, com CRM/RS 44075 e RQE 39596/43480. Membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) com o número 1169, também possui Título de Especialista em Ortopedia e Traumatologia (TEOT 18708).

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